ERA UMA VEZ, HÁ MUITO TEMPO ATRÁS...A FUNÇÃO DOS CONTOS DE FADA NA CLÍNICA PSICANALÍTICA INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.66104/c39rev42Palavras-chave:
Psicanálise; contos de fada; simbolização. Infância; clínica psicanalítica infantil; Sofrimento psíquico.Resumo
Os contos de fada ocupam lugar significativo na cultura e na infância por apresentarem, em linguagem simbólica, conflitos relacionados ao medo, à perda, ao abandono, à rivalidade e ao amadurecimento emocional. Sob a perspectiva psicanalítica, essas narrativas favorecem processos de simbolização fundamentais para a constituição subjetiva e para a elaboração do sofrimento psíquico infantil. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo geral compreender as contribuições dos contos de fada para os processos de simbolização e elaboração do sofrimento psíquico na clínica psicanalítica infantil. Como objetivos específicos, buscou-se analisar a importância da fantasia na constituição subjetiva da criança, investigar os elementos simbólicos presentes nos contos de fada, discutir a utilização dessas narrativas na clínica psicanalítica infantil e examinar suas contribuições para a elaboração de conflitos inconscientes. A pesquisa foi orientada pelo seguinte problema: de que maneira os contos de fada contribuem para os processos de simbolização e elaboração do sofrimento psíquico na clínica psicanalítica infantil? Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, fundamentada em autores da tradição psicanalítica, como Freud, Klein, Winnicott, Bettelheim, Von Franz e Safra. A relevância do tema reside na necessidade de compreender recursos clínicos que favoreçam a expressão e a elaboração emocional da criança, respeitando as especificidades de sua linguagem e de seu desenvolvimento psíquico. Como reflexão crítica, observa-se que, em uma sociedade marcada pela valorização de respostas imediatas para o sofrimento, os contos de fada permanecem como importantes mediadores simbólicos, possibilitando a construção de sentidos e o fortalecimento dos recursos subjetivos necessários ao enfrentamento das experiências emocionais humanas.
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