Construção social da doença: fundamentos teóricos e implicações para políticas públicas de saúde
DOI:
https://doi.org/10.66104/5721dr83Palabras clave:
Determinantes Sociais da Saúde; Políticas de Saúde; Saúde Pública; Equidade em Saúde.Resumen
O presente estudo aborda a construção social da doença, destacando seus fundamentos teóricos e suas implicações para as políticas públicas de saúde. Parte-se da crítica ao modelo biomédico, enfatizando a necessidade de compreender o processo saúde-doença como fenômeno historicamente situado e socialmente determinado. O objetivo do artigo é discutir os fundamentos teóricos da construção social da doença e suas implicações para a formulação e implementação de políticas públicas de saúde. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases PubMed, SciELO e LILACS, com seleção de estudos recentes e obras clássicas relevantes ao campo da Saúde Coletiva. Os resultados evidenciam que a doença é mediada por fatores sociais, culturais e políticos, sendo influenciada por desigualdades estruturais e por marcadores como classe, raça e gênero. Destaca-se a contribuição das abordagens da determinação social e da interseccionalidade para a compreensão ampliada do adoecimento. No âmbito das políticas públicas, observa-se que os princípios do Sistema Único de Saúde, como integralidade e equidade, dialogam com essa perspectiva, embora sua efetivação enfrente desafios como fragmentação dos serviços, subfinanciamento e barreiras de acesso. Conclui-se que a concepção da doença como construção social amplia o entendimento do processo saúde-doença e orienta a formulação de políticas mais equitativas, integradas e sensíveis às desigualdades sociais.Descargas
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