A GERAÇÃO ANSIOSA: COMO A INFÂNCIA HIPERCONECTADA ESTÁ CAUSANDO UMA EPIDEMIA DE DOENÇAS MENTAIS

Autores

  • ANDERSON BARROS DA SILVA Universidade Cruzeiro do Sul https://orcid.org/0000-0001-6020-9429
  • KELLY CRISTINA COUTINHO Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo
  • AMANDA CARLA DA SILVA MENDES Fundação Universitária Ibero Americana
  • SIMONE OLIVEIRA DOS SANTOS Universidade Cruzeiro do Sul https://orcid.org/0000-0003-1503-6586
  • EMILLI DE LIMA CAVALCANTE Universidade Estadual de Roraima
  • EMILLY VIEIRA COSTA Unisinos

DOI:

https://doi.org/10.66104/5t08nk74

Palavras-chave:

infância hiperconectada; saúde mental infantil; ansiedade juvenil; tecnologias digitais.

Resumo

O estudo analisa como a infância hiperconectada vem sendo associada ao crescimento dos problemas de saúde mental entre crianças e adolescentes em contextos marcados pela presença constante das tecnologias digitais. A pesquisa parte da seguinte questão investigativa: de que maneira o uso excessivo de telas, redes sociais e dispositivos digitais influencia o desenvolvimento emocional, social e psicológico das novas gerações? O objetivo central consistiu em compreender os impactos da hiperconectividade infantil sobre a saúde mental, considerando repercussões educacionais, familiares e sociais relacionadas ao aumento da ansiedade, do isolamento emocional e das dificuldades de socialização. O referencial teórico fundamentou-se em estudos voltados à saúde mental infantil, tecnologias digitais, desenvolvimento emocional, educação e inclusão escolar, articulando pesquisas nacionais e internacionais, documentos institucionais e produções acadêmicas relacionadas à infância digital. A abordagem metodológica correspondeu a uma revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa, descritiva e exploratória, realizada por meio da análise de livros, artigos científicos e documentos oficiais selecionados em bases nacionais e internacionais. Os resultados evidenciaram que o uso excessivo das tecnologias digitais apresenta relação com alterações emocionais, redução das interações presenciais, dificuldades de regulação emocional, privação do sono e ampliação do sofrimento psíquico entre crianças e adolescentes. Os achados também demonstraram que a escola passou a conviver de maneira mais intensa com demandas relacionadas à saúde mental estudantil, exigindo fortalecimento de práticas pedagógicas acolhedoras e mediação humana equilibrada no uso das tecnologias educacionais. Conclui-se que a hiperconectividade infantil representa fenômeno que ultrapassa o campo tecnológico, envolvendo transformações sociais, emocionais e educacionais que interferem diretamente no desenvolvimento humano. O estudo contribui para ampliação das discussões relacionadas à saúde mental infantil, educação e uso consciente das tecnologias digitais, fortalecendo reflexões sobre desenvolvimento emocional em uma sociedade marcada pela conectividade permanente.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • ANDERSON BARROS DA SILVA, Universidade Cruzeiro do Sul

    Doutorando em Ensino de Ciências e Matemática - Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo - Brasil.

    Mestre em Ensino de Ciências - UNICSUL .

    Bacharel em Psicologia, com formação em clínica ampliada – UNICSU.

    Licenciatura em Pedagogia - UNICID -  Universidade Cidade de São Paulo

    E-mail: psicologo.andersonbarros@gmail.com

    Orcid: https://orcid.org/0000-0001-6020-9429

     

  • KELLY CRISTINA COUTINHO, Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo

    Doutoranda em Ensino de Ciências e Matemática - Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo - Brasil.
    Mestre em Ensino de Ciências e Matemática. Universidade Cruzeiro do Sul. São Paulo - Brasil.
    E-mail: kellycoutinho@prof.educacao.sp.gov.br

  • AMANDA CARLA DA SILVA MENDES, Fundação Universitária Ibero Americana

    Mestre em Educação.

    Fundação Universitária Ibero Americana.

    Porto Rico - Espanha.

    E-mail: amandacarlapjmp@hotmail.com

  • SIMONE OLIVEIRA DOS SANTOS , Universidade Cruzeiro do Sul

    Doutoranda em Ensino de Ciências e Matemática - Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo

    Mestrado em Ensino de Ciências

    https://orcid.org/0000-0003-1503-6586

    E-mail: simonelookads@hotmail.com

  • EMILLI DE LIMA CAVALCANTE, Universidade Estadual de Roraima


    Mestranda em Geografia (PROFGEO).

    Universidade Estadual de Roraima – UERR.

    Especialista no Ensino de História e Geografia. Roraima - Brasil.

    E-mail: emillicavalcante95@gmail.com

  • EMILLY VIEIRA COSTA , Unisinos

    Mestranda em Saúde Coletiva - Unisinos

    Rio Grande do Sul, Brasil.

    E-mail: emilly48vieira@gmail.com

Referências

ALMEIDA, Alexsandra Tomaz de Sousa. Tecnologias na educação: desafios no processo de inclusão e desigualdades em contextos digitais de aprendizagem. Educação & Inovação, v. 1, n. 2, 2025. DOI: https://doi.org/10.64326/educao.v1i2.19. Disponível em: https://educacaotecnologica.com.br/index.php/ojs/article/view/19. Acesso em: 15 maio 2026. DOI: https://doi.org/10.64326/educao.v1i2.19

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. 5. ed., texto revisado. Porto Alegre: Artmed, 2023.

BOOTH, Tony; AINSCOW, Mel. Index for inclusion: developing learning and participation in schools. 3. ed. Bristol: Centre for Studies on Inclusive Education, 2011.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: Presidência da República, 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 24 maio 2026.

BRASIL. Lei nº 14.819, de 16 de janeiro de 2024. Institui a Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares. Brasília, DF: Presidência da República, 2024. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14819.htm. Acesso em: 24 maio 2026.

BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF: MEC/SEESP, 2008. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 24 maio 2026.

CARDOSO, Francisco Nivaldo Monteiro; PEIXOTO, Murilo Alfonso; MIRANDA, Fabiana Oliveira Fernandes; GALDINO, Josiane Guerreiro; NASCIMENTO, José Leônidas Alves do; MACHADO, Eliene Rodrigues. Processos formativos na educação tecnológica: a inteligência artificial na formação docente e os desafios ético-formativos: interfaces entre educação, trabalho, ciência e tecnologia. Educação & Inovação, v. 2, n. 3, 2026. DOI: https://doi.org/10.64326/educao.v2i3.295. Disponível em: https://educacaotecnologica.com.br/index.php/ojs/article/view/295. Acesso em: 15 maio 2026. DOI: https://doi.org/10.64326/educao.v2i3.295

COHRDES, Caroline; MAUZ, Elvira. Self-efficacy and emotional stability buffer negative effects of adverse childhood experiences on young adult health-related quality of life. Journal of Adolescent Health, v. 67, n. 1, p. 93–100, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jadohealth.2020.01.005. Acesso em: 24 maio 2026. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jadohealth.2020.01.005

HAIDT, Jonathan. The anxious generation: how the great rewiring of childhood is causing an epidemic of mental illness. New York: Penguin Press, 2024. DOI: https://doi.org/10.56315/PSCF9-25Haidt

KADRI, Nadia Wagih El; CAMPOS, Maricéu Cunha de; MATAREZIO, Juliana Cristina Lopes. Saúde mental docente: análise da síndrome de burnout em profissionais da educação. Educação & Inovação, v. 2, n. 9, 2026. DOI: https://doi.org/10.64326/educao.v2i9.403. Disponível em: https://educacaotecnologica.com.br/index.php/ojs/article/view/403. Acesso em: 15 maio 2026. DOI: https://doi.org/10.64326/educao.v2i9.403

KELLY, Yvonne; ZILANAWALA, Amanda; BOOKER, Cara; SACKER, Amanda. Social media use and adolescent mental health: findings from the UK Millennium Cohort Study. EClinicalMedicine, v. 6, p. 59–68, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.eclinm.2018.12.005. Acesso em: 24 maio 2026. DOI: https://doi.org/10.1016/j.eclinm.2018.12.005

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Summus Editorial, 2015.

SOUSA, Daivid Tiago Oliveira; QUEIROZ, Clesia Carneiro da Silva Freire; ALMEIDA, Evaristo Fernandes de; MURAKAMI, Rafael Guem; COSTA, Bruno Andrade. Inteligência artificial é meio, nunca fim: a educação avança quando a tecnologia apoia a aprendizagem e professor permanece como mediador do processo pedagógico. Educação & Inovação, v. 1, n. 19, 2025. DOI: https://doi.org/10.64326/educao.v1i19.260. Disponível em: https://educacaotecnologica.com.br/index.php/ojs/article/view/260. Acesso em: 15 maio 2026.

SOUZA, Victor Ricardo Afonso de; ALMEIDA, Gabriela Marega Bittencourt; ALCINO, Aerta Mendes de Oliveira. O que a inteligência artificial está fazendo com nossos alunos (e ninguém está pronto). Educação & Inovação, v. 1, n. 2, 2025. DOI: https://doi.org/10.64326/educao.v1i2.21. Disponível em: https://educacaotecnologica.com.br/index.php/ojs/article/view/21. Acesso em: 15 maio 2026. DOI: https://doi.org/10.64326/educao.v1i2.21

TWENGE, Jean M. iGen: why today’s super-connected kids are growing up less rebellious, more tolerant, less happy and completely unprepared for adulthood and what that means for the rest of us. New York: Atria Books, 2017.

UNESCO. Global education monitoring report 2023: technology in education: a tool on whose terms? Paris: UNESCO, 2023. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000385723. Acesso em: 24 maio 2026.

UNICEF. The State of the World’s Children 2021: On My Mind: promoting, protecting and caring for children’s mental health. New York: UNICEF, 2021. Disponível em: https://www.unicef.org/media/114636/file/SOWC-2021-full-report-English.pdf. Acesso em: 24 maio 2026.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines on physical activity, sedentary behaviour and sleep for children under 5 years of age. Geneva: World Health Organization, 2019. Disponível em: https://iris.who.int/server/api/core/bitstreams/60a1cbaa-2bef-4251-9557-e52ce22112b3/content. Acesso em: 24 maio 2026.

Downloads

Publicado

2026-05-25

Como Citar

A GERAÇÃO ANSIOSA: COMO A INFÂNCIA HIPERCONECTADA ESTÁ CAUSANDO UMA EPIDEMIA DE DOENÇAS MENTAIS. (2026). RSV, 8(03). https://doi.org/10.66104/5t08nk74