A GERAÇÃO ANSIOSA: COMO A INFÂNCIA HIPERCONECTADA ESTÁ CAUSANDO UMA EPIDEMIA DE DOENÇAS MENTAIS
DOI:
https://doi.org/10.66104/5t08nk74Palavras-chave:
infância hiperconectada; saúde mental infantil; ansiedade juvenil; tecnologias digitais.Resumo
O estudo analisa como a infância hiperconectada vem sendo associada ao crescimento dos problemas de saúde mental entre crianças e adolescentes em contextos marcados pela presença constante das tecnologias digitais. A pesquisa parte da seguinte questão investigativa: de que maneira o uso excessivo de telas, redes sociais e dispositivos digitais influencia o desenvolvimento emocional, social e psicológico das novas gerações? O objetivo central consistiu em compreender os impactos da hiperconectividade infantil sobre a saúde mental, considerando repercussões educacionais, familiares e sociais relacionadas ao aumento da ansiedade, do isolamento emocional e das dificuldades de socialização. O referencial teórico fundamentou-se em estudos voltados à saúde mental infantil, tecnologias digitais, desenvolvimento emocional, educação e inclusão escolar, articulando pesquisas nacionais e internacionais, documentos institucionais e produções acadêmicas relacionadas à infância digital. A abordagem metodológica correspondeu a uma revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa, descritiva e exploratória, realizada por meio da análise de livros, artigos científicos e documentos oficiais selecionados em bases nacionais e internacionais. Os resultados evidenciaram que o uso excessivo das tecnologias digitais apresenta relação com alterações emocionais, redução das interações presenciais, dificuldades de regulação emocional, privação do sono e ampliação do sofrimento psíquico entre crianças e adolescentes. Os achados também demonstraram que a escola passou a conviver de maneira mais intensa com demandas relacionadas à saúde mental estudantil, exigindo fortalecimento de práticas pedagógicas acolhedoras e mediação humana equilibrada no uso das tecnologias educacionais. Conclui-se que a hiperconectividade infantil representa fenômeno que ultrapassa o campo tecnológico, envolvendo transformações sociais, emocionais e educacionais que interferem diretamente no desenvolvimento humano. O estudo contribui para ampliação das discussões relacionadas à saúde mental infantil, educação e uso consciente das tecnologias digitais, fortalecendo reflexões sobre desenvolvimento emocional em uma sociedade marcada pela conectividade permanente.
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